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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Rap do Dewey – Tradução



Muitos já devem ter visto, nos blogs por aí, o vídeo “The Dewey Decimal Rap”. Eu vi a primeira vez no Web Librarian e adorei! Ano passado, fui monitora de CDD (Classificação Decimal de Dewey), na Faculdade e, como foi uma ótima experiência, tenho uma simpatia especial por esse sistema de classificação. Se tivesse conhecido o vídeo antes, certamente teria mostrado aos colegas durante a monitoria, pois “tirar uma onda” também ajuda a aprender. Entender as classes principais que representam as grandes áreas do conhecimento na “levada” do rap pode ser divertido! Como não encontrei nenhuma tradução da letra, resolvi propor uma. Muito provavelmente não seja a melhor tradução, mas é uma versão, e aceito sugestões. “À procura da batida perfeita”[1], tomei a liberdade de inserir termos empregados em letras de rap em português. É isso aí, “sangue bom”[2], como representante da periferia da blogosfera, apresento “pros manos e pras minas” o “Rap do Dewey” na versão em português:

Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!
Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!

Era uma vez, na bibliolândia, eu estava procurando informação, mano. Eu não poderia encontrá-la em parte alguma. Havia livros espalhados por toda a parte. Livros por aqui, livros por ali, livros em todo lugar, mano. Eu juro! Então, eu disse, isso não pode ser, é preciso organização na biblioteca. Utilizar números, um, dois, três, e depois dar meu nome ao sistema!

Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!
Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!

Minha Classificação Decimal de Dewey classifica informações, sangue bom.
Minha Classificação Decimal de Dewey organiza informações, sangue bom.
Minha Classificação Decimal de Dewey é muito fácil de usar.
Minha Classificação Decimal de Dewey... essa é a bola da vez!

Digamos 000! Generalidades. (Eu curto Bibliografias!) Digamos 100! Filosofia e Psicologia. (Oh!) Digamos 200! Religião. (Eu curto a Bíblia!) Digamos 300! Ciências Sociais. (Eu curto Ciência Política!) Digamos 400! Línguas. (Eu curto Espanhol!) Digamos 500! Ciências Puras. (Eu curto Astronomia!) Digamos 600! Tecnologia. (Eu curto Engenharia!) Digamos 700! Artes. (Eu curto Fotografia!) Digamos 800! Literatura. (Eu curto Literatura Francesa!) Digamos 900! Geografia e História. (Oh!)

Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!
Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!

Mas Melville... você pode me dizer onde encontrar informações sobre tubarões, por favor?
Claro! Posso! Sem problemas. Eu digito no meu computador e... KA-BLAM!
597.3 Tubarões.

Mas Melville... você pode me dizer onde encontrar informações sobre Receitas Italianas, por favor?
Claro! Posso! Sem problemas. Eu digito no meu computador e... KA-BLAM!
641.8 Receitas Italianas.

Mas Dewey... você pode me dizer onde encontrar informações sobre o Titanic, por favor?
Claro! Posso! Sem problemas. Eu digito no meu computador e... KA-BLAM!
910 História do Titanic.

Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!
Olá! Meu nome é Melville Dewey! Prazer em conhecê-lo, como vai? Se você precisar de informações, se pá, vá à sua biblioteca!

Apenas uma ressalva, o número 910 seria para "Geografia e viagens", uma notação para "História do Titanic" seria mais específica, incluindo uma síntese com a "Tabela de Lugar".


[1] Expressão retirada da canção “A procura da batida perfeita”, de Marcelo D2. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=PkAnVj2rGto&feature=player_embedded. Acesso em: 26 set. 2010.
[2] O mesmo que “gente boa”, “camarada” ou “meu amigo”.

sábado, 24 de abril de 2010

Vídeos educativos e novos formatos para descrição de vídeos em repositórios digitais


O vídeo representa uma nova forma de aprendizagem. Possibilita uma maior interação com os alunos, porque é uma linguagem múltipla, envolvendo imagens, músicas, falas. Trabalha muito mais com o lado emocional do que com a razão. Isso aproxima o aluno do conteúdo educacional, pois o vídeo trabalhado em sala de aula deve ser consonante com o assunto que está sendo trabalhado pelo professor em outras atividades escolares. Todas as práticas devem estar integradas para que o aluno veja sentido na exibição do vídeo. Há uma tendência de se associar o vídeo com diversão e deve-se tirar proveito dessa boa disposição dos alunos para assistir ao vídeo, apresentando-lhes o conteúdo do currículo de forma dinâmica e interessante, diferente das práticas de ensino tradicionais, em geral sem atrativos para os alunos. (MORAN, 1995).


Os vídeos digitais representam um grande avanço na questão do uso dos vídeos na aprendizagem por serem facilmente disponibilizados na Internet, o que os torna acessíveis e utilizáveis por um número muito maior de pessoas, se comparado ao seu antecessor, o VHS. Esses vídeos são armazenados em bancos de vídeos, que são sites que disponibilizam vídeos de todos os tipos. São muito utilizados para diversão e entretenimento, mas também tornam-se importantes fontes de pesquisa para as mais diversas áreas do conhecimento. O mais famoso deles é o You Tube, há também o Google Vídeos e o Vimeo. São sites de fácil utilização, por isso se tornaram tão populares. Existem também os repositórios de vídeos educacionais que disponibilizam somente vídeos educativos, da mesma forma que os demais bancos de vídeos, como o CvTv, o Academic Earth e o You Tube Edu.

Essa facilidade de disponibilização ainda não é suficiente para garantir que se encontre o vídeo adequado para determinado conteúdo que se pretende abordar em sala de aula. Para saber se o conteúdo do vídeo está de acordo com o que se quer mostrar aos alunos, é necessário assistir todo o vídeo. Essa nova realidade trouxe a necessidade de uma descrição de vídeos por palavras-chave, de forma que esta leve diretamente para a cena que trata do assunto representado por determinada palavra-chave. Já existe um formato para descrição de vídeos, o MPEG-7 que pretende disponibilizar ferramentas (que são descritores, que permitem a criação das descrições) para que a busca em imagens, vídeos e arquivos sonoros seja feita da mesma forma que a busca em textos. (DALLACOSTA, 2007)

Aqui na UFRGS, o CINTED (Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação) está desenvolvendo mecanismos de extração de vídeos associados a um repositório de objetos educacionais, o Projeto CESTA (Coletânea de Entidades de Suporte ao Uso de Tecnologia na Aprendizagem). O Projeto pretende sistematizar e organizar a catalogação de objetos educacionais, para que o professor possa localizar vídeos educacionais no repositório do CESTA, através de palavras-chave e exibir o filme exatamente nos pontos onde ocorre cada palavra-chave. (DALLACOSTA, 2007)

Referências

DALLACOSTA, Adriana et al. O Vídeo Digital e a Educação. In: CICLO DE PALESTRAS SOBRE NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO, 9., 2007, Porto Alegre. Anais..., Porto Alegre: UFRGS, 2007, p. 1-10. Disponível em: http://www.cinted.ufrgs.br/ciclo9/artigos/3bAdriana.pdf Acesso em 22: abr. 2010.

MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, n. 2, p. 27-35, jan.-abr. 1995. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.htm Acesso em: 21 abr. 2010.